Enilson Komono recebe apoio de outros promotores do Ministério Público

  • Jamile Diniz

Nesta quinta-feira (28), 17 promotores de justiça que atuam na comarca de Bauru e região emitiram, juntos, um comunicado em solidariedade ao também promotor Enilson Komono. A ação ocorre após Komono ser duramente criticado pelo coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 de São Paulo, João Gabbardo.

Assinaram o documento os seguintes promotores: Gustavo Zorzella Vaz, Henrique Ribeiro Varonez, Fernando Masseli Helene, Lucas Pimentel de Oliveira, Jerônymo Crepaldi Júnior, João Henrique Ferreira, Djalma Marinho Cunha Filho, Paulo Sérgio Foganholi, Hercules Sormani Neto, Luiz Carlos Gonçalves Filho, Julio Cesar Rocha Palhares, José Carlos Carneiro de Oliveira, Ricardo Takashima Kakuta, Luis Claudio Davansso, André Gândara Orlando, Daniel Passanezi Pegoraro e Guilherme Sampaio Sevilha Martins.

Entenda o caso:

Na terça-feira (26), o promotor de Saúde Pública de Bauru, Enilson Komono, declarou apoiar a decisão da prefeita Suéllen Rosim de que a cidade seguisse um decreto adaptado da fase vermelha do Plano São Paulo. Segundo ele, seria enganoso o índice utilizado para a reclassificação do Departamento Regional de Saúde de Bauru.

Entretanto, na quarta-feira (27), o coordenador-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, João Gabbardo, criticou a Prefeitura de Bauru por flexibilizar, por meio de um decreto, as medidas restritivas impostas pelo Plano SP. Sobre Komono, Gabbardo afirmou: “Alguém que está pensando em saúde pública não pode achar que a solução é simplesmente aumentar o número de leitos sem a mínima preocupação com a redução da transmissão da Covid. Nunca vi um promotor da saúde se manifestar como promotor da doença”.

Em resposta às afirmações de Gabbardo, Komono solicitou a apuração por eventual prática de improbidade administrativa do estado no que diz respeito ao atraso da viabilização do Hospital das Clínicas (HC).

*Revisado por Alexandre Pittoli