Com escassez de chuvas, DAE reduz produção de água no Batalha e pede uso consciente

  • Lucca Willians

A falta prolongada de chuva fez com que o DAE reduzisse em 10% a vazão da captação do Rio Batalha, passando dos atuais 540 litros de água por segundo para 490 litros por segundo. O objetivo é preservar o manancial, principalmente com a chegada do inverno, que traz como características clima seco e pouca quantidade de chuva.

Dados do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) mostram que nos meses de março e abril deste ano choveu apenas 37 milímetros na cidade. No mesmo período de 2019, as precipitações somaram 355 milímetros e, em 2018, o volume foi de 273 milímetros.

A ausência das chuvas regulares levou ao rebaixamento da lagoa de Captação do rio Batalha, que registra no momento 3,05 metros, sendo que seu nível considerado ideal é de 3,20 metros. Caso haja uma queda brusca do manancial, o DAE alerta que poderá ocorrer uma redução ainda maior do volume de água produzido pela ETA.

Além da estiagem prolongada, medidas de prevenção ao Coronavírus como a permanência da população nas suas casas e a higienização mais frequente de mãos, corpo e roupas refletem no aumento da necessidade do uso da água. Por isso, a autarquia conta com a colaboração de todos e reforça o uso consciente da água potável neste período, priorizando às atividades essenciais.

Os investimentos dos últimos anos do DAE têm contribuído para ampliar a distribuição de água e reduzir a área de atuação da região abastecida pela ETA. Exemplo disso é a obra, em fase final, do novo poço da região do Santa Cândida, que irá ampliar o volume de água de bairros como Vila Dutra, Parque Val de Palmas, Leão 13 e do próprio Santa Cândida, hoje atendidos pelo sistema ETA/Batalha.

No ano passado, o DAE também entregou dois poços (Jardim América e Geisel) que auxiliaram diretamente na diminuição de demanda do Batalha.