Concessionária vai avaliar mudança de praça de pedágio na Bauru-Marília

  • Lucca Willians

Instalação do ponto de cobrança 4 quilômetros à frente do local previsto vai beneficiar produtores rurais; serão consideradas pela Eixo SP condições topográficas, fundiárias e de segurança para responder ao pleito.

Em reunião da Comissão de Obras e Transportes realizada nesta terça-feira (16), a Eixo SP se comprometeu a analisar a viabilidade técnica da proposta apresentada por vereadores para a mudança de local da praça de pedágio prevista para o quilômetro 366 da rodovia Bauru-Marília.

A empresa assumiu a concessão da via e, agora, estudará se o quilômetro 370 reúne condições topográficas, fundiárias e de segurança para receber o posto de cobrança aos motoristas.

Presidente da comissão, o vereador Mané Losila (MDB) explicou que, com essa alteração, dois dos três retornos para Bauru (nos quilômetros 364 e 368) ficariam situados antes do pedágio.

Além disso, a medida deixaria de penalizar importante contingente populacional da zona rural, que precisa se deslocar com frequência para a cidade e mantém tradicional ponto de comercialização de produtos agrícolas depois do local para onde foi planejado o ponto de cobrança.

Presidente da Eixo, Sérgio Santillan pontuou que o projeto executivo para a instalação da praça no quilômetro 366 já está andamento, mas que a empresa se dispunha a absorver o aumento de custos para avaliar a solicitação em curto espaço de tempo e, se for constatada a viabilidade, requerer autorização junto à Artesp para consolidar a mudança.

A concessionária não abriu brechas, entretanto, para a discussão sobre a isenção da tarifa de pedágio para os moradores dos arredores, mas pontuou que o contrato prevê descontos de até 80% ao mês para usuários frequentes.

Elias Miguel Maluf

Também participaram da reunião os membros da Comissão de Obras e Transportes, Luiz Carlos Bastazini (PTB) e Markinho Souza (PSDB), além dos parlamentares Coronel Meira (PSL) e Edvaldo Minhano (Cidadania).

Os vereadores frisaram a urgência na demanda para as obras de duplicação da Elias Miguel Maluf, que, com seus 3,4 quilômetros de extensão, interliga a Bauru-Marília a uma das entradas da cidade da cidade; e também não dispõe de iluminação nem ciclovias.

A manutenção da via é de responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e, embora seja um prolongamento da rodovia, não foi incluída no pacote da concessão atribuída a Eixo SP.

Os parlamentares questionaram a possibilidade de a empresa assumir o compromisso de executar as obras pleiteadas há décadas por moradores de bairros como a Vila Dutra, inclusive representados na reunião.

A única opção apontada como viável pela Eixo SP, no entanto, foi a de inclusão das melhorias nas contrapartidas da concessão, mediante o realinhamento do equilíbrio econômico do contrato.

Essa revisão pode acontecer a cada quatro e solicitações como a relacionada à Elias Miguel Maluf poderão ser formalmente apresentadas pelo município.

Além do presidente da empresa concessionária, participaram da reunião - todos por videoconferência - o diretor superintendente da companhia, Robinson Alexandre de Avila, e o responsável por suas relações institucionais, Maurício Góes.