CEI da Cohab inicia fase de depoimentos

  • Lucca Willians

A CEI convidou ex-prefeitos e ex-presidentes da Cohab Bauru do período de 1998 a 2019, fase inicial em que foram identificadas ausências de pagamentos com seguros, inicialmente.

A CEI é composta pelos vereadores Natalino Davi da Silva (PV), presidente, Edvaldo Minhano (Cidadania) relator e tem como membros Sandro Bussola (PDT), Markinho de Souza (PP) e Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PRB).

Dos convidados para prestar informações na data (03/03/2020), enviaram ofício informando razões de saúde para o não comparecimento as pessoas de Tuga Angerami (ex-prefeito), José Carlos Dias Silva e Faukecefres Savi, estes ex-presidentes da Cohab-Bauru.

Primeiro depoente, Antonio Izzo Filho salientou que foi prefeito de Bauru por 9 meses, durante o ano de 1998. Naquele exercício, o ex-prefeito sofreu cassação em agosto de 1998 e retornou, em liminar judicial, em dezembro daquele ano. Indagado sobre os motivos da dívida de seguro não ter sido paga pela Cohab desde 1998, Izzo respondeu: “não tenho como responder minúcias da administração do período. Tenho responsabilidade em linhas gerais”.

Outro convidado a comparecer, Arialdo Mercadante informou que foi presidente da Cohab-Bauru de junho de 1999 a fevereiro de 2000, nomeado na gestão de Nilson Costa. Ele esteve acompanhado do advogado Carlos Braga.

Informou que já havia em sua gestão conhecimento de dívidas em execução judicial em relação à companhia. Segundo ele, a Cohab na época tinha 52 mil mutuários e metade destes eram inadimplentes, sem cobrança pela companhia dessas dívidas. E tinham somente cinco advogados para atuar na cobrança, com créditos em 82 cidades.

Da dívida do seguro habitacional, Arialdo respondeu que “todo pagamento era feito com cheque e não havia pagamento em dinheiro”. Conforme Mercadante, eram feitas reuniões semanais com o prefeito à época para informar da situação.

Ronaldo Moraes do Carmo, foi gerente jurídico da Cohab, de 1997 a parte do ano de 1999, período de Antonio Izzo Filho. Em uma parte deste período, segundo Carmo, o presidente foi Jorge dos Santos. “Me recordo de contratação de casas em Ibitinga. A inadimplência era alta, generalizada, e a preocupação era com retomada de imóvel”, falou.

Braz Melero foi presidente da companhia, de abril a outubro de 2004, na gestão Nilson Costa. “A Cohab tinha passado de 344 funcionários da gestão anterior, de 1998, e entreguei com 61. Tinham cinco diretorias e reduzimos para três. Tinham 14 divisões e passamos para uma divisão. Cargos de assessorias tinham 91 de confiança também do período anterior e reduzimos para 7 cargos. A folha no período em que o Nilson assumiu foi reduzida em 80%”, abordou.

Por último, Ricardo Galbino Torres foi diretor financeiro da Cohab, mas não se recorda se em 2003 ou 2004.

Próxima Reunião

A próxima reunião da CEI da Cohab será realizada sexta-feira (06), a partir das 09:30h. Para esta rodada de depoimentos foram convocados o atual prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta e Milton Carlos Gimael Garcia, ex-Gerente Jurídico da Cohab.

Convidados

José Gualberto Tuga Martins Angerami – Ex-Prefeito de Bauru

Rodrigo Antônio de Agostinho Mendonça – Ex-Prefeito de Bauru

Edilson Bastos Gasparini Junior – Ex-Presidente da COHAB

Francisco Jair Gonçalves Vella – Ex-Diretor Administrativo-Financeiro da COHAB

Mario Yukio Kaimoti - Ex-Diretor Administrativo-Financeiro da COHAB

Paulo Sérgio Gobbi - Ex-Diretor Administrativo-Financeiro da COHAB

Com informações da Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal.