Universidades particulares não reduzem mensalidades mesmo com ensino à distância

  • Jamile Diniz

Estudantes de universidades particulares de Bauru têm enfrentado dificuldades de aprendizado sem aulas práticas. As instituições, que optaram por manter as aulas à distância em decorrência da Covid-19, não diminuíram o valor das mensalidades.

Em entrevista à Jovem Pan News, N.S.*, estudante do 4º ano de medicina da Universidade Nove de Julho (Uninove), conta que a instituição já informou que as aulas serão mantidas no formato de educação à distância (EAD) até o final de 2021. "Já estamos há um ano sem aulas práticas e querem nos manter assim por mais um. Que tipo de médicos serão formados por essa universidade sem aulas práticas por 2 anos?!", questiona a aluna do campus de Bauru.

A informação de que as aulas presenciais não retornariam em 2021 foi dada apenas por meio de uma cláusula no contrato da rematrícula. Desde então, os estudantes que têm tentado entrar em contato com a instituição de ensino não obtêm respostas. Há relatos de que a universidade estaria bloqueando pais e alunos em seus meios de comunicação.

A não diminuição do valor da mensalidade também gera indignação por parte dos estudantes, visto que estes deixam de usufruir das dependências da instituição e têm de fazer uso dos próprios recursos, como luz e internet. Além disso, em junho deste ano essa mesma universidade foi notícia por demitir professores por meio de um aviso na plataforma digital de EAD.

 "Para eles está muito barato manter as aulas online, juntam turmas de 100 alunos na plataforma do meet e apenas um professor. Nas aulas presenciais isso não acontecia", relata N.S.

Alunos das Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e da Unisagrado também relataram a manutenção das aulas em educação à distância e o valor integral das mensalidades. Até o fim desta reportagem, a JPNB não conseguiu contato com a Universidade Nove de Julho.

*Apenas as iniciais foram utilizadas para preservar a identidade da fonte