Secretaria de Saúde realiza semana de prevenção contra Leishmaniose

  • Lucca Willians

Entre os dias 10 a 15 Secretaria de Saúde participa da Semana de Prevenção da Leishmaniose, ação estadual de prevenção e controle da Leishmaniose visceral no Estado de São Paulo.

Este evento simboliza a necessidade de conscientização da sociedade para o grave problema da Leishmaniose Visceral humana e canina. Neste ano, devido à pandemia, a ação de combate à doença deverá ser realizada pelas próprias pessoas em suas residências.

Como medida de conscientização, a Secretaria de Saúde realiza nesta quinta-feira (13), às 9h30, uma live sobre Leishmaniose para tirar as dúvidas da população. Participarão a veterinária Valéria Camprigner e o Diretor de Departamento de Vigilância Epidemiológica do Município, Ezequiel Santos. A live será transmitida pelo Facebook (https://www.facebook.com/prefeituradebauruoficial/) e YouTube da Prefeitura de Bauru (https://www.youtube.com/channel/UCjws_lcF6pruApDae3is-lQ ).

Prevenção

A prevenção da Leishmaniose pode ser realizada por meio do manejo ambiental e limpeza dos quintais e terrenos baldios, com a poda de árvores e folhagens dos jardins, escoamento da água parada, eliminação do lixo orgânico de forma adequada (restos de comida, folhas, frutos, restos de galhos), limpeza do abrigo dos animais de estimação, além de higiene e cuidado com a saúde dos bichinhos. Essas ações previnem o desenvolvimento dos mosquitos-palha, responsáveis pela transmissão da doença.

Transmissão

A Leishmaniose Visceral Americana é transmitida pela picada de mosquitos-palha infectados pelo protozoário parasita Leishmânia, que invade o sistema imunológico, podendo ser fatal aos animais, se não tratada.

O inseto, que costuma picar ao entardecer ou à noite, deposita seus ovos em locais úmidos e sombreados com acúmulo de matéria orgânica em decomposição, criando o ambiente propício para as larvas se desenvolverem. Diferente do que muitos pensam, o local não precisa conter sujeira, mas simplesmente ser similar ao ambiente silvestre. Por isso é importante manter a uma rotina básica de limpeza nos quintais.

O cão infectado é considerado um importante reservatório do parasita, podendo adoecer logo ou demorar meses para apresentar sintomas. A doença não é transmitida através das lambidas, mordidas e afagos.

Sintomas

Nos humanos, os sintomas são febre, inchaço, perda de peso, falta de apetite, cansaço e franqueza; podendo também comprometer o fígado, baço ou rins. Em caso de suspeita procure a unidade de saúde mais próxima.

Já os animais podem apresentar vários graus da doença, desde um quadro assintomático, até o crescimento exagerado das unhas, emagrecimento e queda de pelo, apatia, perda de apetite e feridas e descamação na pele. Em fase avançada aumento abdominal e problemas oculares, diarreia, vômito e sangramento intestinal.

Serviços

As pessoas que tiverem dúvidas podem procurar atendimento para os animais no Ambulatório Veterinário no Centro de Controle de Zoonozes – CCZ, das 8 h às 11h30. O serviço é oferecido gratuitamente e destinado a avaliações específicas para Leishmaniose ou outras zoonoses em cães e gatos.

O CCZ está localizado na Rua Henrique Hunzicker, 2-17, Jd. Bom Samaritano. Telefone para contato: (14) 3103-8055.