Plano de vacinação deve priorizar os mais vulneráveis

  • Lucca Willians

Logo após a aprovação do uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a tão aguardada vacinação contra a Covid-19 começou neste domingo, dia 17 de janeiro, no Estado de São Paulo. A primeira pessoa a ser vacinada com a CoronaVac no Brasil foi a enfermeira Mônica Calazans do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Ela faz parte da linha de frente dos profissionais que combatem diariamente a Covid-19 nos hospitais de referência de tratamento à pandemia na rede estadual. Nesta primeira fase do Plano Estadual de Imunização de São Paulo, a previsão é que 9 milhões de pessoas sejam imunizadas, com a aplicação de 18 milhões de doses.

Estão contemplados nesta etapa trabalhadores da saúde, populações indígenas aldeadas em terras demarcadas e comunidades quilombolas espalhadas pelo estado e assistidas pelo Desenvolvimento Social.

Além das vulnerabilidades econômicas e sociais, estas populações são mais suscetíveis à Covid-19 e outras doenças infecciosas, devido ao modo de vida coletivo – alto grau de proximidade entre as pessoas – que facilita a propagação do vírus.

A dificuldade de acesso ao tratamento médico é outro aspecto que coloca estas comunidades como uma das prioridades da gestão João Doria para o início da vacinação no estado. Em geral, por estarem localizadas distantes dos centros urbanos, os moradores destes locais precisam percorrer longas distâncias para acessar cuidados de saúde.

Outros grupos vulneráveis

Idosos acolhidos nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), indivíduos com deficiência que vivem em Residências Inclusivas (RI) e pessoas em situação de rua também estão entre os grupos prioritários para a vacinação contra a Covid-19.

Vacinômetro e Vacine Já

O Governo de São Paulo lançou nesta semana o site “Vacine Já” e o “Vacinômetro”.
Todas as pessoas aptas a receber a vacina do Butantan podem fazer um pré-cadastro no site www.vacinaja.sp.gov.br. Apesar de não funcionar como um agendamento, o “Vacine Já” vai garantir um atendimento mais rápido nos locais de vacinação e evitar a formação de aglomerações.

Quem não conseguir fazer o pré-cadastro não precisa se preocupar, pois a vacinação também será feita sem ele. Neste caso, o tempo para o atendimento será maior, pois haverá a necessidade de fazer o cadastro completo na unidade de vacinação. Já o “Vacinômetro”, disponível no portal do Governo de São Paulo, permite que qualquer pessoa acompanhe em tempo real o número de vacinados no estado.