Escolas fazem busca ativa de alunos para combater a evasão escolar

  • Jamile Diniz

As escolas estaduais de São Paulo seguem articulando a busca ativa dos estudantes para combater a evasão escolar, promovendo o acesso aos conteúdos e incentivando a participarem das aulas presenciais ou mediadas por tecnologia, pelo Centro de Mídias da Educação de São Paulo (CMSP).

Indo além do conteúdo pedagógico, professores e diretores também fazem ações de busca ativa para informar os estudante sobre a merenda oferecida pelas unidades aos que mais precisam.

Em Campinas, a Escola Estadual São Judas Tadeu realizou na última semana de abril o chamamento por alunos no bairro Satélite Íris com a presença do diretor da unidade, o professor Odair Zanfolin. A equipe circulou convidando os estudantes, com o auxílio de microfone e caixa de som a entregarem as atividades do primeiro bimestre.

Antes da busca ativa, 80% dos alunos do Ensino Fundamental haviam concluído as atividades. Depois da ação, o índice subiu para 90%. Já no Ensino Médio, a taxa de conclusão das atividades estava em 50%, passando a 70% depois do esforço da esquipe na busca pelos estudantes. “A escola é importante para a vida dessas crianças, nós não podemos desanimar. Eu, como diretor, saio em busca mesmo e vou até a comunidade atrás dos alunos, porque o lugar deles é dentro da escola”, comenta Odair Zanfolin.

Na capital, a Escola Estadual Heckel Tavares, no Jardim Helena, zona leste, realiza as ações de busca ativa dos alunos da comunidade Terra Prometida. A diretora da unidade, Jucilene de Araújo, vai pessoalmente até o portão da casa dos alunos. “Neste momento, às vezes somente a busca ativa cria vínculos do aluno com a escola. É também uma forma de criar aproximação e socialização com os pais e responsáveis”, comenta a gestora.

A busca ativa é uma das formas de reduzir os danos causados frente a situações calamidades extremas, como a pandemias causada pela Covid-19, que tornou mais delicada a condição de vulnerabilidade socioeconômica de muitas famílias, causando reflexo direto no quantitativo de evasão escolar.

“Estamos fazendo essa busca ativa porque muitos alunos não têm sinal de internet, não têm aparelho celular. A gente vem até a comunidade toda vez que tem a necessidade de entregar material”, conta Jucilene Araújo. “Nós vamos continuar empenhados neste trabalho”, finaliza.