Emdurb e concessionárias do transporte público apontam ajustes em linhas de ônibus com maior demanda de passageiros

  • Lucca Willians

Em nova reunião convocada pela Comissão de Serviços Públicos e Transportes da Câmara Municipal, o presidente da Emdurb, Elizeu Eclair, e representantes das empresas concessionárias do transporte coletivo informaram sobre providências já tomadas para coibir a superlotação em ônibus circulares urbanos durante a pandemia do novo coronavírus. Novos ajustes serão feitos até o fim desta semana.

Desde a última sexta-feira (24), receberam reforço no número de veículos as linhas Mary Dota – Centro; Unesp/CTI – Jardim Ouro Verde; e Paraíso/Dutra – Villagio.

Na segunda-feira (27), mais ônibus passaram a rodar nas linhas Rosa Branca – Tecnológica; Santa Terezinha/Unimed – Centro; Octávio Rasi – Edson Francisco da Silva; e Santa Fé – Cidade Universitária.

A partir de amanhã (29), ganhará reforço a linha Vila Dutra/Marilu – Bauru Shopping; e na sexta-feira (31), a Vila São Paulo/Nova Bauru – Centro.

De acordo com os participantes da reunião, os ajustes estão sendo providenciados com base em avaliações a partir da demanda.

Representantes das empresas pontuaram que, em muitos casos, a dinâmica de movimento nos ônibus não é linear. Por exemplo, em um dia, é registrado movimento atípico em determinados percurso e horário. Nos dias seguintes, a situação não se repete.

Presidente da Comissão de Transportes, o vereador Mané Losila (MDB) frisou a importância de que o número de ônibus em circulação leve em conta os horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais estipulados pelo mais recente Decreto Municipal com as regras da quarentena.

Prejuízos

Elizeu Eclair falou também sobre o estudo concluído pela Emdurb que confirmou, em grande parte, os apontamentos das empresas concessionárias acerca de prejuízos financeiros entre 23 de março, no início dos efeitos da pandemia do novo coronavírus na cidade, até o fim de junho.

Mesmo com a redução de 62% da frota, as prestadoras acusam déficit de aproximadamente R$ 7,5 milhões e pedem a recomposição desse montante.

A origem do problema está na queda do número de passageiros.

Está em análise no jurídico da Prefeitura proposta que pode ser formatada em Projeto de Lei, visando garantir o equilíbrio econômico dos contratos de concessão.

Dois cenários estão sendo considerados: de recomposição integral do prejuízo apurado pela Emdurb, segundo Eclair, em valor muito parecido com o pleiteado pelas empresas; ou o ressarcimento apenas das despesas com pessoal e combustível.

O vereador Mané Losila solicitou o envio da íntegra do estudo desenvolvido pela empresa pública que gerencia o serviço de transporte coletivo.

Representantes das concessionárias avisaram que o déficit tende a crescer em julho, em razão do aumento da frota em linhas problemáticas – estabelecido após cobranças da Câmara Municipal e do Ministério Público.

Outro ponto colocado é de que o prefeito Clodoaldo Gazzetta já sinalizou que não autorizará reajuste tarifário em 2020.

Também foi discutida a necessidade de reorganização do transporte coletivo no pós-pandemia; considerando a mudança no comportamento da sociedade, inclusive em decorrência do avanço dos transportes individuais mediados por aplicativos.

O vereador Mané Losila sugeriu que as empresas também encabecem iniciativas já experimentadas em cidades inteligentes, visando a melhoria no sistema por meio da tecnologia.