Bauru tem cinco obras paralisadas; erros em projetos e pedidos de aditivos são as principais causas

  • Jamile Diniz

Cinco obras municipais estão paralisadas em Bauru e o risco é de que elas custem ainda mais para os cofres públicos, visto que as empresas responsáveis abandonaram o canteiro de obras por motivos que vão de pedidos de aditivos ou erros em projetos. Isso, é claro, além de multas por atraso e perdas de prazo para a entrega das obras.

Com o objetivo de evitar mais prejuízos ao município, o vereador Junior Rodrigues convocou uma sessão ordinária para debater o tema na última segunda-feira (15). Ele cobra mecanismos que sejam mais rígidos ao que é exigido nas licitações, visando evitar que as situações de paralisação se repitam.

Dentre as obras paralisada, está a reforma do Centro Municipal de Atletismo do Milagrão, que, se cumprisse o prazo estipulado previamente, deveria ter sido entregue nesta quarta-feira (17). Entretanto, a empresa responsável pediu aditivos à prefeitura, que está analisando a situação. Os trabalhadores, porém, já não vão ao campo de obras – o que a prefeitura só soube recentemente, afirma Rodrigues.

As obras em duas creches no Ferradura Mirim e no Fortunato Rocha Lima também se encontram paradas neste último mês, posto que houve um processo administrativo por lentidão e descumprimento do contrato. Ao ser penalizada, a empresa deixou a obra. Além disso, a estrutura na qual seria abrigado o restaurante do Zoológico de Bauru está paralisada há cerca de três anos.

Por fim, a quinta obra é a da reforma do almoxarifado central da prefeitura, que não tem sido tocado nos últimos sete meses e enfrenta um imbróglio. O vereador esteve no local durante a fiscalização e afirmou ter se assustado pois, ainda que os funcionários tenham se esforçado para armazenar melhor os materiais, a situação apresenta perigo. Segundo Rodrigues, no mesmo ambiente estão materiais inflamáveis e corrosivos, caixas de papel, plásticos, pneus e peças automotivas, no que ele chamou de “tragédia anunciada”.

Além de cobrar mais rigor na contratação por parte do município, o parlamentar cogitou o impedimento de empresas que possuem histórico de obras paradas. Sobre o caso, a prefeitura afirmou estar acompanhando as obras mencionadas.

Revisado por Alexandre Pittoli