Campeão do NBB por Bauru em 2017, Shilton reencontra o time bauruense nos playoffs

  • Lucas Rocha

Foto: Reprodução/Instagram;

O dia 17 de junho de 2017 ainda está vivo na memória do torcedor bauruense, naquela oportunidade no Ginásio Gigantão, em Araraquara, o Bauru Basket derrotou o Paulistano por 92 a 73 e, com este resultado, se sagrou campeão do NBB, feito inédito na história do clube.

O pivô Shilton terminou esta partida com 16 pontos e 10 rebotes, tal atuação ratificou o respeito que a torcida de Bauru tinha por ele, a trajetória de recuperação do time naquela temporada fazendo um ótimo segundo turno na fase de classificação e virando três séries de playoffs, também passou por um momento onde Shilton ganhou a titularidade, após a ida de Rafael Hettsheimeir para a Espanha.

Na temporada seguinte, o pivô permaneceu em Bauru e foi peça importante para a equipe que alcançou as semifinais do NBB, eliminados pelo Paulistano por 3 a 2, em uma série duríssima, definida apenas no último arremesso da quinta partida.

Desde então, o time bauruense não chegou mais nesta etapa da competição. Shilton deixou o clube ao fim do campeonato e posteriormente acertou com o Corinthians, na temporada passada também jogou pelo Minas e agora é um dos pilares do Caxias neste retorno da equipe gaúcha ao NBB.

Antes do início da série diante do Bauru, conversamos com o jogador que avaliou a temporada até o momento e comentou sobre a identidade criada com o Bauru Basket.

Confira o bate-papo com Shilton na íntegra:

Lucas Rocha: Depois de todo esforço da equipe na reta final para conseguir a classificação, o que esperar deste primeiro playoff?

Shilton: Esperamos bons jogos, esperamos também manter esta crescente que tivemos no segundo turno, melhoramos nosso nível de atuação e, a partir disso, conseguimos resultados melhores. Sabemos do favoritismo de Bauru, mas esperamos realizar uma boa defesa e encaixar bons jogos no Rio de Janeiro.

LR: Você esteve presente nos playoffs em todas as edições do NBB, de que forma isso te ajuda em passar a experiência para os mais novos?

S: Justamente por isso e por ter uma equipe relativamente jovem com alguns jogadores que não participaram efetivamente dos playoffs, é algo que ajuda. Quem tem que dar a cara e assumir as responsabilidades somos nós, os mais experientes, como eu, o Eddy e o Nico (Ferreyra), nós vamos passar tranquilidade para os jovens se sentirem mais confortáveis na hora de cumprirem suas funções, seja atacando ou defendendo para conquistarmos nossos objetivos.

LR: Nessa temporada você teve uma lesão diferente do convencional, depois que isso aconteceu, você toma algum cuidado especial na preparação para os jogos?

S: Eu sempre me cuidei, tive pouquíssimas lesões, mas nesta temporada eu acabei quebrando a costela, em um lance que acontece várias vezes nos jogos, foi uma fatalidade. Como foi na inserção da cartilagem, a costela continua quebrada, ela ainda não foi consolidada, então eu uso um EVA automotivo como proteção embaixo da camisa para jogar, ou até uma cinta elástica mesmo que consiga segurar.

LR: Você já jogou contra Bauru algumas vezes desde a sua saída do time, mas nunca em playoffs. Como imagina este momento?

S: A sensação do playoff é bem diferente, não só para mim, mas para todos, nós vamos jogar em uma quadra neutra, o mais importante é que sejam bons jogos, grandes batalhas para fazer jus a este tipo de confronto. Tenho muito carinho por Bauru, realmente foi uma cidade onde fui campeão, mas hoje é imprescindível que o Caxias tenha uma grande campanha. Vamos em busca disso!

LR: Para finalizar, até em cima dessa questão da quadra neutra também. Como você avalia o formato do campeonato sendo disputado em mini-sedes?

S: Eu acredito que tenha sido a melhor coisa a ser feita nesse momento por toda a situação de pandemia em que vivemos, lógico que muitas equipes tiveram desvantagens, mas devido ao campeonato não ter terminado ano passado com um campeão, acredito realmente que tenha sido a melhor opção. As equipes já se acostumaram a essa nova realidade, os jogadores também e, o mais importante, esse campeonato está tendo continuidade, vai acabar em quadra e da forma mais segura possível. Claro também que se as condições fossem normais, isso não seria o ideal, até porque nos desgasta muito fisicamente e traz desvantagens para equipes que tinham uma presença forte do torcedor, como sempre foi Caxias. Sentimos falta do torcedor, mas nesse momento tão delicado, a medida foi a correta.

Bauru e Caxias começam a disputar uma das vagas nas quartas de final na quarta-feira, às 16h, no Ginásio da Gávea. Na sexta-feira, às 17h, os clubes voltam a se enfrentar no Ginásio do Maracanãzinho. Caso seja necessário um terceiro jogo, ele acontecerá no domingo, ainda sem horário definido.