Mandatário do Vôlei Bauru, Reinaldo Mandaliti sai em defesa da ponteira Tifanny

  • Luiz Lanzoni

Foi adiado na Alesp a votação do projeto de lei 346/2019, de autoria do deputado estadual Altair Moraes (Republicanos), que prevê a proibição da participação de atletas trans no esporte. O projeto, usa como case, a atleta Tifanny Abreu. Em contato a reportagem da Jovem Pan News Bauru, o presidente da Associação Vôlei Bauru, Reinaldo Mandaliti, abordou o tema, questionando a legitimidade da Alesp em legislar sobre esta situação.

"Este projeto de lei é inconstitucional. O estado de São Paulo não tem a competência para legislar sobre esta matéria, a competência desta questão é da União. A Tifanny já possui direito adquirido. Se ela levasse esta vantagem que estão falando, nós já teríamos sido campeões da Superliga, só com ela jogando. Não é assim que funciona", disse Mandaliti.


Em Seguida, Madaliti seguiu em defesa da atleta. "A gente que convive no dia a dia da Tifanny, sabe como ela é. Sabemos de todas as dificuldades que ela já passou, da pessoa maravilhosa que ela é. E me impressiona o como nesta história, não estão tendo um olhar mais humano. Ainda mais no momento como o que estamos vivendo, de pandemia, o país no caos, e ninguém ligando para o ser humano, é inacreditável.

Ainda não há previsão de quando o projeto irá retornar a pauta da Alesp. Se aprovado, a proposta passará ainda pelo crivo do governador João Doria (PSDB), antes de entrar em vigor.